terça-feira, 2 de março de 2010

Fly

    - Desculpe-me se te assustei - disse-me ele recolhendo suas asas.
    - Tudo bem, não me assustei.
    - Dormiu bem?
    - Sim, perfeitamente - disse aproximando-me dele - te acordei?
    - Não, não, eu estava acordado, so não estou acostumado com sua presença - disse olhando para mim.
    - Ela te incomoda? - Perguntei olhando para o chão.
    - Nunca, você me faz feliz - disse erguendo meu rosto.
    - É engraçado, mas é como se finalmente minha vida estivesse completa - disse abraçando-o.
    - Tem certeza do que dizes? - perguntou-me com uma voz calma e doce.
    - Eu te amo - nesse momento seus lábios uniram-se aos meus e fui envolta em seus braços. Todo o tempo pareceu parar ali e quando vi era hora de se separar em busca de ar. Ele me abraçou bem forte e manteve-me em seus braços.
     - Eu te quero sempre assim, comigo.
     - Eu passaria minha vida inteira com você.
     - O algum dia está muito longe ?
     - Na verdade não. - disse olhando em seus olhos.
     - Pois o queria o quanto antes. Está com sono - perguntou-me.
     - Não, e você?
     - Eu estou acostumado a dormir pouco, e pra falar hoje é o seu dia.

Begin

           

Ao ouvir isso uma vontade louca invadiu-me, em um ato inesperado uni meus lábios aos dele, sentindo sua boca macia na minha, sentindo que ele não me mostrava resistência alguma apos correspondia com amor e paixão. Finalmente caindo em mim separei-me dele e abaixei minha cabeça.

- Desculpe-me

Senti ele tocar minha face e levanta-la, passar seus dedos pelos meus lábios e com cuidado e carinho aproximar seu rosto do meu, olhando em meus olhos ele deu um sorriso.

- Porque te desculpas? Por fazer algo que eu não tive coragem?

- Mas... - não consegui terminar a frase, pois novamente seus lábios estavam nos meus, desta vez com mais carinho, amor e paixão. Eu sentia algo diferente a cada olhar, cada toque, cada beijo. Ele separou-se de mim e sorriu, eu fiz o mesmo, acariciei sua face sentindo sua pele macia, ele puxou-me para perto dele e comprimiu seus lábiod rm minha nuca.

- Eu sei que isso parece estranho, mas algum dia você aceitaria casar-se comigo?

- Talvez - disse virando-me para ele - isso pode mudar a cada dia.

- Então eu posso ter uma esperança? - disse sorrindo para mim.

- Deve sempre - disse eu abrindo outro sorriso - alias eu adoro seu sorriso.

- Amanhã será um dia muito movimentado para você.

- Porque? - disse abraçando-o.

- Amanhã se iniciará sua preparação e terá que conhecer muitas pessoas.

- Ás vezes eu tenho medo do que possa acontecer, essas pessoas novas.

- Não se preocupe com isso - disse beijando meus cabelos - eu estarei com você.

- Muito obrigada - disse abraçando-me a ele e acariciando seu rosto.

- Poderia ficar por toda a eternidade assim com você.

- Seria otimo.

- Você quer sair?

- Não, na verdade eu estou um pouco cansada.

- Você quer dormir?

- Sim.

- Venha - disse me colocando em seus braços e levando-me para o outro aposento. Achei estranho aquilo, mas ao mesmo tempo eu me sentia bem ali, fiquei olhando seu rosto cada vez mais maravilhada. Ele deitou-me na cama e ficou acariciando meus cabelos, aos poucos logo dormi e acho que pelo meu cansaço não tive sonhos, acordei com a claridade da lua levantei-me e andei um pouco pela casa apreciando ainda mais cada detalhe, cheguei à cozinha e bebi um pouco de água, ao virar-me o vi parado na porta, com suas asas negras estendidas, vestido apenas com uma bermuda.

Gomenasai

Bem antes de tudo venho pedir desculpas pela demora, na verdade tava com preguiça de digitar a continuação, mas jah esta bem avançada e vou tentar postar o mais rapido possivel

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Urgenteeeeee - Horizontes Cruzados

O Lançamento do Livro Horizontes Cruzados foi um sucesso, noite de grande agitação, agradecemos a Profª Alzanira por levar adiante esse grande sonho de todos nós, de termos nossos poemas, crônicas e contos publicados.
Esse era uma noite esperada por muitos e não pude deixar de esconder minha ansiedade, a noite de autográfos foi maravilhosa e iniciamos aqui a chamada para o lançamento da 2ª Edição que está agendada para ano que vem.

Interessados em adquirir a 1ª Edição estamos tomando as providencias para disponibilizar o link para download.

Ali nós engravidamos de felicidade e fizemos amor com as palavras, encaminhados pelas mãos dessa não so professora como também tornou-se uma amiga para todos, nascia como fruto Horizontes Cruzados.

Home

Minha vida parecia começar ali, era como se eu tivesse renascido com uma missão.

- Eu me sinto como se estivesse em casa - disse eu ao anjo.
- E você está, afinal esta de agora em diante é seu mundo, e posso estar precipitado, mas levarte-ei à minha casa, que logo logo passará a ser nossa.

Eu continuei andando com ele e percebi que suas já não estavam mais ali.

- Onde estão suas asas? - o perguntei.
- Elas apenas se manifestam quando eu preciso de velocidade, não vejo nenhuma utilidade agora.
- É divertido?
- O quê? - disse ele virando-se para mim.
- Voar.
- Depende - disse continuando a andar - tem vezes em que me sinto livre, mas em outras queria ser apenas normal. Bem vinda - disse-me ele parando defronte a uma casa.

Aquela era a casa mais bonita que eu já tinha visto, parecia um palácio em alguns traços, detalhes em branco e dourado e era imensa comparada a outras que eu havia visto.

- É linda.
- É eu sei, venha entre - disse-me abrindo o portão e dando-me passagem - a partir de hoje ela também é sua.

Entrei observando cada detalhe da casa parando no que parecia ser a sala de estar.

- Quer beber alguma coisa?
- Um pouco de água estaria ótimo.
- Sente-se - disse apontando-me o sofá e saindo logo em seguida.

Observei os objetos, a forma como eram arrumados, as cores, mas uma coisa me pertubava, a falta de fotos. Quando percebi ele estava parado à minha frente com um copo.

- Obrigada - disse eu bebendo o líquido contido no copo e vendo-o sentar ao meu lado - Anúbis?
- Sim?
- Eu poderia lhe fazer uma pergunta?
- Claro.
- Por que não há fotos?
- Esse é um mundo em que não se guarda o passado, apenas aproveita-se o presente e vive-se o futuro.
- Mas você não tem saudade de nada?
- Eu não me lembro de nada que tenha ocorrido antes dos meus 16 anos e nessa época eu já vivia aqui.
- Não se sente solitário?
- Eu me acostumei assim, mas agora posso ter uma alegria.
- Qual?
- A sua presença.
- Estás tão certo de teu amor por mim?


------------------Continua-------------------------------------

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

New World

Eu parecia mais perturbada a cada dia, aqueles inexplicaveis sonhos de certa forma me assustavam, eu passara a pensar mais na minha vida e em minhas atitudes apos o ocorrido, mas ainda me faltavam respostas: Que trono? Herdeira de quem e de quê na verdade ? e a pergunta que mais me rondava que destino era aquele do qual o anjo e a mulher me falaram ?
Eu esperei semanas e dias inteiros pela continuaçãodo sonho, porém as respostas não vinham e eu me tornava mais ansiosa. Os vestigios e pedaços dos sonhos ainda resvaleciam na minha mente e o que eu mais queria era que o destino se completasse definitivamente. Porém eu preferiria não ter pedido a continuidade daquilo.
Era como um sonhos qualquer onde tudo não passava de coisas abstratas, aquilo começava a me incomodar a mistura de cores e a inexistencia de coisas sólidas. Até que o inesperado aconteceu, fui lançada contra o chão e um peso enorme estava sobre o meu corpo, minha costela parecia que a qualquer momento ia partir-se e ouço uma voz de extrema autoridade atras de mim.

- Deixe-a
- Mas, ela tem que ir.
- Diga a ele que foram ordens minhas e suma da minha frente.

Assim aos poucos eu senti o peso diminuir ate que tivesse sumido completamente, tentei me erguer e vi que meu corpo não obedecia mais aos meus comandos, foi quando senti uma mão em minhas costas e palavras pronunciadas em uma linguagem que eu não entendia. Aos poucos a dor em minha costa diminuia e eu consegui me erguer ao virar para olhar quem era o homem não havia mais ninguem lá.
Ao virar para a frente estavam o anjo, a mulher e um homem que eu percebi ser o dono da voz, o anjo sorriu para mim, a mulher fez uma cara de enterro e o homem mostrou-se imparcial ao me ver.

- Já não seria a hora certa? - falou o anjo em direção ao homem.
- Não ela ainda não esta pronta, porque você esta tão ansioso hein? - falou homem.
- Parece que já esperei tempo o suficiente por minha esposa - respondeu o anjo.
- Então espere mais um pouco - disse a mulher.

Eu observei tudo aquilo e sabia que tinha de tomar alguma decisão, fazer algo e aquela era a hora de me pronunciar.

- Eu estou pronta - falei em meio tom olhando fixamente para o anjo.

Ao ouvir isso percebi reações totalmente diferentes vindas dos três, a mulher começou a chorar, o anjo abriu um enorme sorriso e o homem aproximou-se de mim parando a minha frente.

- Você tem certeza do que quer? - disse-me ele
- Absoluta - respondi.
- Bem pode começar - disse virando-se ao anjo e saindo com a mulher.

O anjo olhou fixamente para mim e deu-me sua mão. Eu a segurei levantando-me dali olhando em seus olhos eu via o brilho do seu olhar e a felicidade a explodir.

- Para onde vamos? - perguntei-o
- Para nossa casa, e para você um novo mundo - respondeu-me ele



---------------Continua-----------------------------

domingo, 4 de outubro de 2009

Dreams of dragons

Muita coisa se passou por minha cabeça após aquele estranho sonho, eu vi pessoas chorarem, gritarem por seu sofrimento e tudo o que eu tinha vontade de fazer era rir. É eu sabia que com isso eu apenas confirmava meu caminho ao lado do anjo, porém havia algo naquele mundo que eu gostara, algo que seria capaz de tudo para não perde-lo, essa coisa se resumia apenas em meus sonhos. Por mais loucos que fossem, por mais dolorosos eu me divertia, eu gostava da dor, da solidão, as emoções eram tantas que não poderia distinguir o que eu suportava e o que já não dava mais.
Até que duas semanas depois uma sensação me invadiu, eu descobri algo que achei não existir: o medo, não eu não tinha medo de morrer já considero um processo natural, mas eu fiquei com medo de tudo, de todos, não medo dos vivos e sim o medo provocado pelos mortos e por minhas ilusões e foi numa noite qualquer que eu fui visitada novamente, dessa vez por algo que eu achava não existir.


Estava sozinha dessa vez no escuro, as arvores começaram a aparecer aos poucos, mortas, sem vida, sem folhas, o caminho de terra batida coberto de folhas secas que ao serem pisadas faziam um extremo barulho, como um grito desesperado de socorro. Os sons começaram a surgir, o barulho dos corvos que agora me cercavam, as montanhas se formavam a minha frente e ao meu lado eu vi passar um cavalo branco, que parou e me fitou calmamente, senti um enorme vento e ao olhar para trás vi um dragão, uma mistura de vermelho e cinza, acima dele estava outro anjo, de asas negras e um lindo semblante que demonstrava alegria, ele pronunciou algo inteligivel e levantou voo em cima do dragão. Ali eu percebi o perigo iminente e fui tomada pelo medo, ouvi um relincho vindo do cavalo e ali estava minha única saída. Subi no cavalo e comecei a correr sentindo o vento cortante em meu rosto e o anjo com o dragão a me perseguir, eu via ele se aproximar cada vez mais e eu tentava ir cada vez mais rapido ate que ele sumiu, subi em uma montanha rochosa e ao chegar ao topo vi algo vir em minha direção, o dragão, o anjo e eu não tinha para onde correr, descobri em minha mão uma estranha espada, empunhei-a e avancei em direção ao anjo, quando a lâmina tocou seu corpo eu vi raios iluminarem o ceú, as nuvens se tornaram de um tom escuro em conflito com o azul. E finalmente tudo se escureceu, o cavalo agora tinha pêlo preto, olhos vermelhos e derrubou-me de cima dele, o anjo desceu de seu dragão e andava em minha direção, eu percebi o corte que fizera em meu braço e que agora sangrava enquanto o local em que o tinha acertado nada havia. Ele retirou sua capa e ali pude ver seu corpo, parecia de um humano qualquer um simples mortal, em suas mãos carregava um cálice, eu tentava recuar e não havia para onde ir.



- Você já fugiu demais de seu destino, és apenas uma mortal - disse-me ele.
- Que destino? - o perguntei
- Servir ao seu criador, a quem deves total lealdade.
- Eu não tenho nenhum criador.
- Sim você tem, so não sabes ainda da existência do mesmo, ele prefere que você goze um pouco mais de tua vida humana. Uma pena que não posso contraria-lo.
- E se pudesse, o que tu farias?
- Tornaria-te minha esposa. Um pecado não ter me apresentado, Anúbis. Qual a sua graça?
- Vivian.
- Um nome impróprio para sua missão, mas não cabe a mim decidir nada aqui. Vim apenas cumprir o que ele me pediu.
- E qual sua missão agora?
- Quero apenas um pouco de seu sangue, não se preocupe te manterei viva, aliás tu és herdeira do trono e minha futura esposa.
- Não lembro de ter aceitado nada disso.
- Não cabe a você decidir, não poderás mudar o destino.


Falando isso ele avançou em minha direção, parou a meus pés e me tomou em seus braços. Usou o cálice para pegar o sangue que escorria de meu braço e depois de um tempo ali, ele o retirou fazendo o cálice sumir totalmente. As emoções que me dominavam eram totalmente contrárias as iniciais, eu agora sentia-me bem ali, como se estivesse em minha casa, ali nos braços daquele anjo de asas negras eu me sentia acolhida e não tinha mais nenhuma pretenção de sair. Ele olhou em meus olhos, posicionou sua mão sobre meu ferimento e logo a ferida fechou-se olhei espantada para aquele ser ele passou suas mãos em meu rosto, entrelaçando-as em meu cabelo, aproximou seu rosto do meu e deu um beijo em meu rosto, eu sentia aos poucos que perdia minhas forças e a ultima coisa que lembro de ter ouvido era um sussurro em meu ouvido dizendo que logo meu destino estaria completo.

Dessa vez acordei com o raio de sol em minha face, sentia-me um pouco tonta, fraca, mas sabia que tinha que seguir em frente, o anjo não saia de minha cabeça eu repassei aquele sonho umas 3 vezes em minha cabeça antes de levantar-me. E a frase ecoava em minha mente: - Logo seu destino estará completo, porque eu não conseguia esquecer aquilo, aquela voz, aquele beijo? Eu sentia que algo estava a acontecer, mas não podia nem imaginar o quão grande seria em minha vida.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pecado

Em um de meus sonhos eu me via perdida, circundada de coisas sem sentido e um vazio insuportável. A minha frente estava um livro com nomes de pessoas totalmente desconhecidas para mim, atrás de mim passavam as vozes de desespero, amparo e as cartas escritas por mim mesma. Ao abrir o livro via fotos, minhas com várias pessoas, em todas as folhas, por todos os lugares, mas quem eram aquelas pessoas para mim? Nas legendas estava apenas escrito amigos e ao final eu percebia que riscara essa palavra de todas as fotos, lágrimas tocaram as páginas, toquei minha face e surpresa percebi que não eram minhas, ao olhar para cima vejo alguém parado acima de mim.






- Quem é você? - perguntei a mulher.

- Eu sou você - respondeu-me.

- Isso é impossível, você está sangrando. está mal trajada. E eu estou aqui. - disse eu indignada.

- Eu sou você por dentro. O alguém que você não quer enxergar, eu sou fruto da sua inveja, luxúria, ira, avareza e sua soberba. - falou-me calmamente.

- Você está louca, eu não sou assim, eu não pertenço a esse mundo. - falei levantando-me

- Estranho não é? Nessas horas todos somos santos, nunca temos nada haver com nada nem ninguém. Quer saber quem são essas pessoas das fotos?

- Sim

- Eram seus amigos, no tempo que teu coração era puro, no tempo que não tinha se entregue aos prazeres da vida. Você se afastou de todos usando teus pecados, humilhou, pisou nessas pessoas e mais uma vez foi vitima de suas próprias decisões, vitima de seus próprios pecados, dizes que foi apunhalada pelas costas e eu te pergunto não mereceste?

- Nunca, eu jamais fiz isso, nem conheço essas pessoas. Eu jamais cometi nenhum erro sempre fui perfeita.

- Ai está seu erro, buscava a perfeição sem importar-se com os outros, não é legal subir de cargo as custas de outros? Após seu sucesso humilhar seus subordinados? Trata-los como animais? Será que você gostaria de ser um cachorro?

- Pare com isso, isso é mentira.

- Ninguém gosta de ouvir a verdade e para pessoas como você só há um destino você se tornará alguém como eu, sem rumo, sem direção e no fim de sua vida só existe um lugar em que te aceitarão, o lugar de onde eu sai para te alertar o inferno.

- Mentira! - gritei e ao perceber estava sozinha novamente, tudo havia sumido e um breu havia dominado o lugar.





As paredes começaram a ser pintadas de um vermelho vivo, de meus olhos escorriam lágrimas pretas e minha única saída era gritar, eu gritei ate ficar sem voz e ao observar estava em meu quarto, escuro, frio, sem ninguém, o album estava lá ao meu lado e dentro dele não haviam fotos, apenas podiam ser vistas legendas de amizade e amor. Perguntei-me onde estava tudo, onde estavam meus amigos e ali cheguei a conclusão que os havia perdido para sempre e que meu futuro não muito longe era seguir o anjo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Contradições

Todos os dias
ao nascer do sol
uma nova parte de mim
desperta.

Desperta para o mundo
que eu gostaria de esquecer,
viveria em meus sonhos
os mais profundos.

O que me sustenta aqui
é o calor da tua presença
e a imensidão
dos teus olhos.

Da mais pura e inocente cor,
o verde, que me lembra a esperança,
a gente com essas brincadeiras
consideradas estranhas para outros.

Muitos ao nos olhar
acham que nos odiamos
e isso é completamente o contrario
pois a verdade é que eu te amo.

E eu?
Não sei se você me ama
algum dia eu espero
ouvindo isso de você.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nem certo nem errado

Certo, errado quem decide?
Cansei de viver como fantoche
Não aguento mais tuas palavras
e muito menos teus mandos e desmandos.

Eu quero me ver livre,
disso, daquilo,
sair desse disse me disse
e me jogar de cara nesse Brasil afora.

Eu quero conhecer novos mundos,
outras pessoas, enjoada de políticos,
pronta a revolucionar
esse modo de viver habitual.

Eu queria era ver tudo novo,
ser exilada como antigamente,
chorar de saudade
e exaltar meu Brasil para voltar.

Gritar os dizeres dos jovens,
criar inúmeras formas de lutar,
cantar letras escondidas
e sair correndo daquele altar.

Viver um mundo livre,
uma vida leve,
dizer que um dia amei
e fui feliz uma vez na vida.